Pobre do povo brasileiro
que tem cheiro de fumaça
exalando pelas praças
aonde o discernimento ainda não veio.
Quando vê os ponteiros
do relógio que lhe marca a vida
se depara mais uma vez sem saída
não vê início, nem fim, nem meio.
do relógio que lhe marca a vida
se depara mais uma vez sem saída
não vê início, nem fim, nem meio.
A cor que importa é a cor do dinheiro
a liberdade que acorrenta,
o desejo que atormenta,
sucateando a alma em devaneio.
a liberdade que acorrenta,
o desejo que atormenta,
sucateando a alma em devaneio.
O povo segue então em cativeiro
preso como fera no zoológico
o retrato de delírios antológicos
optando sem saber o seu anseio.
preso como fera no zoológico
o retrato de delírios antológicos
optando sem saber o seu anseio.

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