quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Lágrimas do sertão


Veio, pensei que fosse a chuva do meu sertão
o riso pros meus deslizes,
a razão dos meus apelos...

Pra afogar os meus anseios, mergulhei naquele mar.

Caí de corpo inteiro naquelas águas azuis e calmas
mão a mão, palma a palma
e meu corpo não quis mais voltar desse sonho...

Onde tudo era colorido.

A solidão maltrata os meus pulmões
sem esperanças, chuvas, nem trovões;
Que dó de ver o meu sertão sem uma gota d’água
Desde que aquele anjo se mudou pro céu.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Platonismo pulsante



O platonismo é uma vertente
Que emudece a fala,
Mas nunca se cala
E pulsa sozinho, repentinamente.

Retumbante é o brado...

Daqueles que sofrem calados
Buscando algum suporte
Pra clarear o norte
Do caminho a ser traçado.

Existem amores persistentes
Por livre e espontânea vontade
Mesmo que não haja reciprocidade,
Só entende quem sente.

Tua calma me leva à euforia,
Teu sorriso ilumina noites e dias...
E o meu desejo é tanto, 
que não há quebranto 
Capaz de calar minha poesia. 


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Eu não sou daqui



Não sou da terra, não sou de marte
estou aqui apenas de passagem
e sempre estarei à margem
de qualquer ponto, qualquer parte.

Não sou do sul, não sou do norte
estou aqui apenas a passeio, 
sem acelerador ou freio
pra estancar os cortes

Que virão em meio
a um turbilhão,
no vão de acontecimentos.

Não serei rotulado
pois não nasci pra ser antagonista
palavras valem mais que sussurros
e mesmo que alguém insista
me manterei fiel aos meus conceitos...

Talvez, não consiga ainda enxergar direito
mas o fascismo não me fascina
e a desigualdade não me agrada a vista.