domingo, 20 de setembro de 2015

Saudade


A saudade tem sabor de fruta mordida
que se morde sem pudor
furta o ar à furta-cor
como cheiro de paixão destemida.

Busco por você então
pra matar essa saudade
me prender em liberdade...
e transfundir teu sangue pra minha pulsação.

Busco por você então
nos teus cabelos, me embrenho
e se por hora não te tenho
sinto um aperto,
daqueles que não há acerto no coração.

Às vezes penso que perdi o manejo
quando entrelaço meus braços nos teus
e me embriago com teus lábios nos meus
me entregando cegamente ao teu beijo...

Me sinto nas nuvens no teu abraço
afogo toda mágoa e cansaço, 
e me entrego por livre e espontânea vontade
sem qualquer viés de vaidade.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Dois em um


Poema não é necessidade
quando é a pura verdade 
que punha e crava 
mas, no fundo eu precisava 

Te escrever e arder pensando 
quase delirando, 
sem pretexto algum 
como se os nossos corpos fossem um...

terça-feira, 1 de setembro de 2015

A cor do Brasil



Pobre do povo brasileiro
que tem cheiro de fumaça
exalando pelas praças
aonde o discernimento ainda não veio.

Quando vê os ponteiros
do relógio que lhe marca a vida
se depara mais uma vez sem saída
não vê início, nem fim, nem meio.

A cor que importa é a cor do dinheiro
a liberdade que acorrenta,
o desejo que atormenta,
sucateando a alma em devaneio.

O povo segue então em cativeiro
preso como fera no zoológico
o retrato de delírios antológicos
optando sem saber o seu anseio.