domingo, 20 de dezembro de 2015

De mãos dadas de qualquer maneira



Aprendi a gostar tanto que não mudaria nada em você. Só quero unir minha ideologia à tua e seguir no mesmo rumo. Ter o mesmo norte. Por vezes me perco, por outras, me acho; diante da simetria dos teus traços. A gente caminhando de mãos dadas de qualquer maneira. E que esse momento dure a vida inteira.

Estar ao teu lado é sempre uma efeméride. A certeza que você me tem e vice-versa me faz acordar sorrindo, mesmo com sono, fome ou de mau humor. Sim, porque é bom pensar em você. Melhora meu dia. Te desejo e quero teu desejo. Te busco aonde for. A fazer dos nossos delírios uma história de amor.

domingo, 20 de setembro de 2015

Saudade


A saudade tem sabor de fruta mordida
que se morde sem pudor
furta o ar à furta-cor
como cheiro de paixão destemida.

Busco por você então
pra matar essa saudade
me prender em liberdade...
e transfundir teu sangue pra minha pulsação.

Busco por você então
nos teus cabelos, me embrenho
e se por hora não te tenho
sinto um aperto,
daqueles que não há acerto no coração.

Às vezes penso que perdi o manejo
quando entrelaço meus braços nos teus
e me embriago com teus lábios nos meus
me entregando cegamente ao teu beijo...

Me sinto nas nuvens no teu abraço
afogo toda mágoa e cansaço, 
e me entrego por livre e espontânea vontade
sem qualquer viés de vaidade.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Dois em um


Poema não é necessidade
quando é a pura verdade 
que punha e crava 
mas, no fundo eu precisava 

Te escrever e arder pensando 
quase delirando, 
sem pretexto algum 
como se os nossos corpos fossem um...

terça-feira, 1 de setembro de 2015

A cor do Brasil



Pobre do povo brasileiro
que tem cheiro de fumaça
exalando pelas praças
aonde o discernimento ainda não veio.

Quando vê os ponteiros
do relógio que lhe marca a vida
se depara mais uma vez sem saída
não vê início, nem fim, nem meio.

A cor que importa é a cor do dinheiro
a liberdade que acorrenta,
o desejo que atormenta,
sucateando a alma em devaneio.

O povo segue então em cativeiro
preso como fera no zoológico
o retrato de delírios antológicos
optando sem saber o seu anseio.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Lágrimas do sertão


Veio, pensei que fosse a chuva do meu sertão
o riso pros meus deslizes,
a razão dos meus apelos...

Pra afogar os meus anseios, mergulhei naquele mar.

Caí de corpo inteiro naquelas águas azuis e calmas
mão a mão, palma a palma
e meu corpo não quis mais voltar desse sonho...

Onde tudo era colorido.

A solidão maltrata os meus pulmões
sem esperanças, chuvas, nem trovões;
Que dó de ver o meu sertão sem uma gota d’água
Desde que aquele anjo se mudou pro céu.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Platonismo pulsante



O platonismo é uma vertente
Que emudece a fala,
Mas nunca se cala
E pulsa sozinho, repentinamente.

Retumbante é o brado...

Daqueles que sofrem calados
Buscando algum suporte
Pra clarear o norte
Do caminho a ser traçado.

Existem amores persistentes
Por livre e espontânea vontade
Mesmo que não haja reciprocidade,
Só entende quem sente.

Tua calma me leva à euforia,
Teu sorriso ilumina noites e dias...
E o meu desejo é tanto, 
que não há quebranto 
Capaz de calar minha poesia. 


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Eu não sou daqui



Não sou da terra, não sou de marte
estou aqui apenas de passagem
e sempre estarei à margem
de qualquer ponto, qualquer parte.

Não sou do sul, não sou do norte
estou aqui apenas a passeio, 
sem acelerador ou freio
pra estancar os cortes

Que virão em meio
a um turbilhão,
no vão de acontecimentos.

Não serei rotulado
pois não nasci pra ser antagonista
palavras valem mais que sussurros
e mesmo que alguém insista
me manterei fiel aos meus conceitos...

Talvez, não consiga ainda enxergar direito
mas o fascismo não me fascina
e a desigualdade não me agrada a vista.